2026-07-29
Líderes comerciais do setor automotivo, especialmente os que mantém negócios na zona norte de Porto Alegre, que são frequentemente prejudicados pelas fortes chuvas e alagamentos, reunira-se com o Sincopeças-RS, na manhã de 29 de julho, a fim de elencar insatisfações, anseios e reivindicações de melhorias necessárias nos bairros mais afetados.
O encontro, que ocorreu na Embrepar, na capital gaúcha, contou com a participação de Juliano Rossetto (Embrepar), Andria Quadros (Rolemar), Fábio Fochesatto (Zé pneus), e do conselheiro fiscal do Sincopeças-RS, Eduardo de Oliveira.
A intenção é formar uma comissão que busque junto aos órgãos competentes melhorias para que o desenvolvimento da região não seja penalizado e siga acontecendo o fenômeno da debandada de empresas e comércios da região que, por sua vez, acumulam despesas e prejuízos causados pela falta de manutenção dos canos e da rede de esgoto da região do Sarandi e arredores.
Nesta semana, alguns estabelecimentos que em 2024 permaneceram secos, foram invadidos pela água, que transbordava pelos bueiros. Em alguns casos, clientes precisaram abandonar seus veículos e sair a pé, porque não conseguiam deixar o local de carro. Essa situação é extremamente preocupante. Já estamos vendo uma debandada de empresas, com vários pavilhões vazios para locação e comerciantes procurando áreas mais altas para continuar suas atividades. Não podemos esperar que novos prejuízos aconteçam para só então agir. É preciso investir em prevenção, melhorar a drenagem e adotar medidas efetivas agora, antes que mais empresas sejam obrigadas a fechar as portas ou deixar a região. O comércio não suporta mais acumular perdas a cada novo episódio de chuva intensa."
Conforme Rossetto, foi pauta também a falta de dragagem dos rios e a liberação do governo em permitir a retirada de areia auxiliando na passagem livre dos canais ao longo do Guaíba e rios próximos. “A preocupação é macro e esse grupo fala pelo comércio em toda sua extensão e também dos moradores, não apenas pelo valor comercial, mas primam principalmente pelo direito básico que é a segurança, o acesso, a certeza de que podem contar com poder público como aliado para garantia de vida”, frisa.
Texto: Carla Wendt / Jornalista DRT 6412